Se me perguntarem à verdade
Omito.
Não sei qual a necessidade de falar.
O que aconteceu ali é meu
E não nosso, me desculpe.
Tenho fugido.
Pelo menos tentado.
Penso que nem morfina adianta.
Porque quando o efeito passa
Tudo volta.
Voltam os poucos momentos.
As poucas coisas.
Os poucos beijos.
Mas continuo na minha fuga.
Viciada.
Maldito, amado maldito.
Confuso pelo pouco que fiz.
Pelas dúvidas que fiz.
Pela louca que sou.
Não te culpa por mim,
Nem posso.
É covardia com meu coração.
Mesmo que ele seja comigo.
Ah! Meu amigo,
De ti nada espero.
Nem ser amigo.
Por isso aqui fico
Só, mas fico.
E não te peço para vir
E não espero que peça pra que eu
Vá.
Deixe-me, pois um dia a primavera chega.
E a louca em outro rumo se deita.
sábado, março 22, 2008
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2 comentários:
excelente...
excelente qualidade.
fico feliz!
Obrigada!
Volte sempre!
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